Andy Murray

 

Mais uma vez o Masters 1000 de Xangai fica nas mãos do escocês. Pela terceira vez, Andy Murray se sagrou campeão na China e entrou de vez na briga pela primeira colocação no ranking da ATP.

 

Durante toda a semana, Murray jogou um tênis impecável e chegou à final sem perder sets. Pelo caminho ficaram o americano Steve Johnson (6/3 e 6/2), o francês Lucas Pouille (6/1 e 6/3), o belga David Goffin (6/2 e 6/2) e o francês Gilles Simon (6/4 e 6/3).

 

Na grande final, Murray enfrentou a surpresa Bautista Agut. Com uma quebra de vantagem, o britânico sacou para o primeiro set, mas viu o espanhol elevar seu nível, quebrar de volta e levar a parcial para o game de desempate. No entanto, foi o último momento de brilho de Bautista Agut no torneio. No tie-break, Andy fez 7/1 e levou o set seguinte por 6/1, sem dar chances ao espanhol.

 

Com a vitória, Murray chegou aos 10485 pontos ante os 12900 de Djokovic. Na corrida anual, o britânico encostou de vez. São 9685 pontos do britânico contra 10600 do sérvio número 1. Na temporada, ainda serão disputados alguns ATPs 500, o Masters 1000 de Paris e o ATP Finals, que dá 1500 pontos ao campeão invicto. Então, ainda há tempo de Murray buscar a liderança.

 

Djokovic decepciona

Como em todos os torneios da temporada, Novak Djokovic começou o Masters 1000 de Xangai como favorito ao título. Com vitórias relativamente tranquilas sobre Fognini e Pospisil, o sérvio parecia caminhar bem rumo a sua quarta taça na China. Mas, logo nas quartas de final, Djokovic já caiu de rendimento e suou muito para derrotar Mischa Zverev após perder o primeiro set. No duelo seguinte, porém, o número 1 do mundo não resistiu a Bautista Agut e caiu em dois sets. O sérvio chegou a quebrar raquetes e rasgar sua camiseta, tamanha sua desconcentração. Agora resta a ele elevar novamente seu nível para não ser ultrapassado por Murray no ranking.

 

Duplas brasileiras caem cedo

Xangai não foi um bom torneio para os brasileiros Marcelo Melo e Bruno Soares. O primeiro, ao lado de Lukasz Kubot, caiu logo nas oitavas para a dupla Cuevas e Granollers. Já Bruno, ao lado de Jamie Murray, deu adeus à competição na fase seguinte, quando perdeu para Kontinen e Peers. No fim, o título ficou com os americanos Jack Sock e John Isner.

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Quem é novo no tênis às vezes encontra alguma dificuldade quando o assunto é ranqueamento dos jogadores. Ver tenistas indo mal nos torneios e ganhando pontos quando há alguém que vai bem e ainda perde pontos pode deixar os novos fãs um tanto confusos mesmo. Mas não é necessário trocar as raquetes por calculadoras. Com alguns exemplos, fica fácil de entender a dinâmica do ranking de entradas, que serve para definir os cabeças de chave dos principais torneios.

 

Novak Djokovic

Imagem: Leonard Zhukovsky/Shutterstock


Torneios ATP e ITF

 

Primeiramente, é preciso entender quanto vale cada tipo de torneio. Os Grand Slams dão 2 mil pontos no ranking ao vencedor, o World Tour Finals confere até 1500 para o campeão invicto (este é o único campeonato em que é possível perder partidas e ser campeão), os Masters 1000 valem mil pontos, os ATPs 500 asseguram 500 pontos ao vencedor, os ATPs 250 garantem 250 pontos, os Challengers valem entre 75 e 125 pontos e os Futures garantem entre 17 e 33 pontos. A Copa Davis também vale pontos para os campeões, mas essa pontuação varia de acordo com as vitórias obtidas durante o torneio, que ocorre durante toda temporada.

 

A pontuação conquistada em cada torneio vale por 52 semanas, que é aproximadamente quando o mesmo torneio acontece no ano seguinte. O Nadal, por exemplo, parou na terceira rodada do US Open em 2015. O resultado lhe rendeu 90 pontos. Esse ano, o espanhol caiu nas oitavas de final, o que lhe garante 180 pontos. Como ele perde a pontuação conquistada no ano anterior, ele sai do US Open com 90 pontos a mais do que quando começou o torneio.

 

Djokovic venceu o Grand Slam americano em 2015, por isso não poderia sair do torneio esse ano com mais pontos do que entrou. Se tivesse ganho a final de Stan Wawrinka, o sérvio teria mantido a mesma pontuação que tinha no ranking. Como foi derrotado, ele acabou perdendo 800 pontos.

 

Para complicar um pouquinho, há algumas penalidades para os jogadores tops que participam de menos de 8 Masters 1000 e cada tenista pode computar os resultados de seus 18 principais torneios. Ou seja, a partir da 19ª melhor pontuação, não há alteração no ranking.

 

Torneios amistosos

 

Para os campeonatos de início de ano, como Abu Dhabi, ou mesmo jogos festivos como foi a batalha de superfícies entre Federer e Nadal, jogo que ficou marcado pelos tenistas trocando de calçados a cada mudança de lados, não há pontuação para o ranking.

 

Corrida dos campeões

 

A ATP também mantém um ranking da temporada. Neste, todos os tenistas aparecem zerados no início do ano e, ao final, os oito melhores têm o direito de disputar o World Tour Finals. No fim da temporada, os dois rankings terão os tenistas com a mesma pontuação e, consequentemente, na mesma posição (salvo por exceções feitas a tenistas que se contundem e conseguem proteger sua pontuação no ranking de entradas por mais um ano).

 

Os melhores números 1 de todos os tempos

 

Roger Federer

Imagem: Leonard Zhukovsky/Shutterstock


Ranking / Jogador / Semanas como nº1 do mundo


1. Roger Federer - 302

2. Pete Sampras - 286

3. Ivan Lendl - 270

4. Jimmy Connors - 268

5. Novak Djokovic - 218 (atual número 1)

6. John McEnroe - 170

7. Rafael Nadal - 141

8. Björn Borg - 109

9. Andre Agassi - 101

10. Lleyton Hewitt - 80

11. Stefan Edberg - 72

12. Jim Courier - 58

13. Gustavo Kuerten - 43

14. Ilie Năstase - 40

15. Mats Wilander - 20

16. Andy Roddick - 13

17. Boris Becker - 12

18. Marat Safin - 9

19. John Newcombe/Juan Carlos Ferrero - 8

21. Thomas Muster /Marcelo Ríos/ Yevgeny Kafelnikov - 6

24. Carlos Moyá - 2

25. Patrick Rafter - 1

Neste fim de semana foram disputadas as semifinais da Copa Davis e os playoffs para o grupo mundial. Confira o que de melhor aconteceu na penúltima fase da maior competição por países do tênis.

 

Copa Davis

 

Reino Unido 2 x 3 Argentina

 

Não deu para Andy Murray e Cia. Os britânicos, atuais campeões da Davis, mandaram o jogo em Glasgow, na Escócia, em quadra dura coberta, e sucumbiram diante do time argentino. A primeira partida do confronto já foi histórica. Andy Murray e Juan Martin del Potro duelaram por mais de 5 horas na revanche da final olímpica, dessa vez com vitória do argentino por 3 x 2. Na sequência, Guido Pella superou Kyle Edmund por 3 x 1 para fazer o segundo ponto dos hermanos.

 

O Reino Unido conseguiu seu primeiro ponto nas duplas, quando os irmãos Murray bateram Del Potro e Mayer por 3 x 1, e empatou o confronto quando Andy Murray venceu Guido Pella por 3 x 0. Tudo seria decidido no último jogo, que inicialmente seria entre Edmund e Del Potro. Porém, para a surpresa geral, os escalados foram Evans, que dificultou muito a vida de Wawrinka no US Open, e Mayer, que esteve afastado do circuito por contusão.

Sem a raquete nas mãos, restou a Del Potro torcer para seu conterrâneo. E deu certo. Depois de 4 sets, a Argentina alcançava a final da Copa Davis pela quinta vez, e vai em busca de seu primeiro título.

 

Croácia 3 x 2 França

Como mandante, a Croácia também escolheu a quadra dura coberta para o confronto contra a França. Mas, diferentemente do Reino Unido, a estratégia foi bem-sucedida. No primeiro jogo, o jovem Coric não foi páreo para Gasquet e perdeu por 3 x 0. Em seguida, a torcida croata comemorou seu primeiro ponto na vitória de Cilic contra Pouille por 3 x 1.

 

As duplas foram o grande fator de desequilíbrio. A melhor dupla do mundo, Herbert e Mahut, não foi capaz de superar Cilic e Dodig, e caiu por 3 x 1. Com o placar e a torcida jogando a favor, Marin Cilic não bobeou e bateu Gasquet por 3 x 0. A vitória de Pouille contra Draganja serviu apenas para cumprir tabela. Com a vitória, a Croácia alcança sua segunda final em toda a história e busca o bicampeonato. A grande final contra a Argentina será jogada na Croácia, nos dias 25, 26 e 27 de novembro. O histórico entre as seleções aponta 3 vitórias da Argentina em 3 confrontos, sendo a última em 2012, por 4 x 1, em Buenos Aires.

 

Bélgica 4 x 0 Brasil

 

A Seleção Brasileira também entrou em quadra para a disputa dos playoffs, fase na qual o ganhador vai para o grupo mundial em 2017 e o perdedor disputa o zonal, uma espécie de 2ª divisão. E pela décima segunda vez em 14 anos, o Brasil não estará presente na elite da Copa Davis. Na quadra dura coberta, na Bélgica, a Seleção Brasileira não esteve nem perto de superar o time da casa.

 

No primeiro duelo, Thiago Monteiro ganhou apenas 4 games de Goffin em sua derrota por 3 x 0. Em seguida foi a vez de Thomaz Bellucci cair por 3 x 1 diante de Steve Darcis. No dia seguinte, a bola insistiu em cair do lado dos brasileiros e a dupla Melo/Soares também perdeu para Belmemans/De Loore por 3 x 2. Bellucci ainda entrou em quadra para ser derrotado por De Loore por 2 x 1, mas a partida nem valia mais nada, tanto é que os capitães optaram por não realizar o quinto jogo.

Outros resultados dos playoffs

  • Uzbequistão 2 x 3 Suíça
  • Austrália 3 x 0 Eslováquia
  • Canadá 5 x 0 Chile
  • Rússia 3 x 1 Cazaquistão
  • Índia 0 x 5 Espanha
  • Alemanha 3 x 2 Polônia
  • Japão 5 x 0 Ucrânia
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Chegou ao fim o último Grand Slam da temporada. Repleto de grandes jogos, mudanças no ranking e conquistas brasileiras, o US Open mal acabou e já deixa saudades.

 

Chave masculina

Stan Wawrink

 

Final de Grand Slam contra o número 1 do mundo? Sem problemas para Stan Wawrinka. Em sua terceira final de major, sempre contra o número 1 e como azarão em todas as casas de apostas, o suíço saiu com a taça após 4 sets. Australian Open 14 contra Nadal, Roland Garros 15 contra Djokovic e agora US Open 16 novamente contra Djokovic são as principais conquistas de Stan. O número 3 do mundo vai bem nos grandes jogos, tanto que venceu as últimas 11 finais que disputou.

O torneio não parecia muito promissor para o suíço. Logo na terceira rodada ele teve que salvar match point para eliminar o modesto Daniel Evans. Para avançar à final, Stan teve que passar por Del Potro e Nishikori, em jogos longos e com algum drama. Quando chegou à decisão, Stan já tinha jogado 17h54, enquanto Novak Djokovic ficara em quadra por 8h58. Além disso, o confronto direto entre os dois apontava uma larga vantagem de 19x4 para o sérvio.

Mas, como dito anteriormente, Wawrinka gosta dos grandes jogos. Mesmo após perder o primeiro set, o suíço se recuperou com muita variação e ótimos backhands na cruzada e na paralela, virou para 2x1 e colocou pressão no sérvio. O quarto set foi apenas mera formalidade, já que logo no início Djokovic acusou uma contusão virilha e sofreu com bolhas nos pés. Pouco menos de 4 horas após o começo do jogo, Stan Wawrinka comemorava seu primeiro US Open na carreira.

 

Chave feminina

 

Angelna Kerber

 

Serena Williams sabia que para manter a primeira colocação no ranking provavelmente teria que levantar a taça. E ela avançou até as semifinais, quando enfrentou Karolina Pliskova. A tcheca não se intimidou com os berros da americana e foi grande nos momentos decisivos para eliminar Serena em dois sets. Porém, após eliminar a então líder do ranking, Pliskova enfrentaria na final a nova número 1 do mundo, Angelique Kerber.

E a final foi uma batalha técnica e mental. Se Kerber não tem os melhores golpes do circuito, ela compensa com movimentação, bolas anguladas no contra-ataque e um plano de jogo quase sempre melhor que sua adversária. Depois de vencer o primeiro set, perder o segundo e ver Pliskova abrir 3/1 no terceiro, a alemã manteve-se calma e continuou apostando em sua tática de contra-atacar. Pela primeira vez no torneio a tcheca sentiu o momento, caiu em rendimento e viu suas chances de ganhar seu primeiro Grand Slam acabarem com uma direita para fora.

A nova número 1 do mundo conquistou seu segundo major no ano (também venceu na Austrália) e quebrou um tabu interessante: desde 2008 ninguém, exceto Serena Williams, conseguiu vencer 2 Grand Slams no mesmo ano.

 

Brasil também é campeão

 

Ao lado de Jamie Murray, Bruno Soares ergueu seu segundo Slam de duplas masculinas no ano (terceiro se considerarmos duplas mistas). Após vitória tranquila diante dos espanhóis García-Lopéz e Carreño Busta em dois sets, o brasileiro subiu para a quinta colocação no ranking e viu sua dupla alcançar a vice-liderança da corrida anual.

 

Outro brasileiro que se deu bem foi Felipe Alves. O sobrinho de Fernando Meligeni levantou a taça de duplas juvenil ao lado do boliviano Juan Carlos Peña e se consolidou como promessa na nova geração do tênis brasileiro.

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Novas Raquetes de Tênis Yonex chegam ao Brasil em Setembro de 2016

Modelo Vcore SV substituirá o atual Vcore Si

A partir da segunda quinzena deste mês chega ao mercado nacional o mais novo lançamento da Yonex, a Vcore SV que substitui a linha Vcore Si com novas tecnologias e uma nova pintura que traz ainda mais modernidade e beleza a uma das principais linhas de raquetes da marca, utilizadas por grandes nomes do Circuito como o argentino Juan Monaco e a campeã do Aberto da Austrália deste ano, a alemã Angelique Kerber, atual número 2 do Ranking.

As Vcore SV virão com modelos de cabeça 98 com 305 gramas, modelo de cabeça 100 com 300 gramas e novos modelos como o da cabeça 95 de 310 gramas e um modelo de cabeça 100 chamado de 100S que conta com 270 gramas e um tamanho meia polegada menor do que os modelos usuais com 26,5 polegadas de tamanho, contra as 27 polegadas presentes na maioria dos aros vendidos, inclusive presentes nos outros modelos da Vcore SV.

A maior novidade, entretanto, fica por conta do novo design da raquete que conta com a inovadora tecnologia “SV Frame” que usa em sua composição um carbono mais flexível que aumenta em 4% o tempo de contato da bola com o aro e fornece mais 2% de torque nas devoluções garantindo velocidade sem perda de controle nas batidas. 

 

Raquete Yonex Ezone 108 é eleita “Best for feel” pela revista inglesa Tennishead

A Revista inglesa Tennishead deste mês traz sua tradicional pesquisa anual sobre as melhores raquetes do mundo em diferentes quesitos e elegeu a Yonex Ezone DR-108 como “Best  for Feel” em uma pesquisa que conta com a participação de diversos profissionais como professores e jogadores que avaliam cada item da pesquisa jogando com as principais raquetes dos maiores fabricantes do mundo.

A linha Ezone DR, raquete usada por nomes como Nick Kyrgios, Borna Coric e Belinda Bencice pela experiente Martina Hingis, em sua versãode cabeça 108, venceu a disputa como a raquete com maior sensibilidade entre todas as avaliadas.

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